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100 Anos de Vasco Branco


Estão a decorrer as celebrações do 100º aniversário do nascimento de Vasco Branco, com um conjunto iniciativas que envolvem o Plano Nacional das Artes no Agrupamento de Escolas José Estêvão, com a exibição de um pequeno filme da autoria de alunos do 1ºCiclo. Este será exibido em conjunto com obras cinematográficas do autor homenageado, já que foi ele a fonte de inspiração para os trabalhos dos nossos jovens alunos (dias 25 e 26 de Setembro pelas 21h30 no Jardim do Museu de Aveiro).

Aqui fica o programa:

No Museu da Cidade: Exposição "Variações Quase Sentimentais Sobre Uma Cidade" (Pintura, Cerâmica e Instalação).

SEX 25 SET 2020
21h30 | Jardim do Museu de Aveiro / Santa Joana
Filmes VAB apresenta
Cinema de Vasco Branco, projetado ao ar livre e sonorizado ao vivo por Samuel Martins Coelho e Hugo Branco

SÁB 26 SET 2020
11h00 | Seminário de Santa Joana Princesa
Roteiro Impopular de Aveiro
Itinerário pela obra pública de Vasco Branco
guiado por Sérgio Azeredo (visita difundida através das redes sociais)

16h00 | ATLAS Aveiro – Edificio Fernando Távora
Conversas do Trianon
Mesa redonda sobre Vasco Branco
com Anabela Branco de Oliveira, Jaime Borges, Lauro António, Maria João Tudela e Vasco Pinto Leite, moderada por Rosa Alice Branco

21h30 | Jardim do Museu de Aveiro / Santa Joana
Filmes VAB apresenta
Cinema de Vasco Branco, projetado ao ar livre e sonorizado ao vivo por Samuel Martins Coelho e Hugo Branco

DOM 27 SET 2020
16h00 | ATLAS Aveiro – Edifício Fernando Távora
Legendas da Cidade Salgada
Lançamento do livro sobre Vasco Branco
por Valter Hugo Mãe

17h30 | Museu da Cidade
Variações quase sentimentais
sobre uma cidade
Visita à exposição de pintura e cerâmica de Vasco Branco / instalação (visita difundida através das redes sociais)

21h30 | Teatro Aveirense
À Boca de Cena
Leitura partilhada de textos dramáticos de Vasco Branco
com Rosa Alice Branco



100 anos de Vasco Branco quer dizer: celebrar 100 anos de amor às artes, à vida e a uma cidade com quem dialogou através de todas as formas de expressão artística que praticou. 
Quer dizer, celebrar a força interior, de que fala Kandinsky e que está na origem da experimentação, acima de qualquer fórmula bem conseguida, e atravessa as artes, porque é neste diálogo em que cada obsessão trilha uma, e outra arte, como modo artístico de melhor a exorcizar.

Quer dizer, celebrar o amor a todas as pessoas e cada uma que se cruzaram num ápice, ou numa vida com o seu olhar, a sua respiração. Celebrar a preocupação genuína, que surge nos seus textos, com o destino das gentes e do planeta que habitamos. Celebrar esse azul diáfano e puríssimo que se fez ria e delta de sonhos e brincadeiras e o modo como desse azul fez um corpo de mãe e de mulher amada.
Percorrer o seu roteiro impopular, onde deixou marcas em grés, pegadas de um reino de barcos e geometria de sal; a fita da película em que desenhou uma pequena história do cinema, ou as estórias onde o imaginário desenha a laguna de braços abertos à aventura, a tela que absorveu a tinta de uma vida sem margens.

A prática estética do caminhar pela obra pública, as conversas que podia ter tido com os amigos no Trianon a desfolhar as páginas de Legendas da Cidade Salgada, onde o próprio escritor comenta a cidade líquida através dos seus sentires. Imaginá-lo a deambular pela mostra da sua obra, inverter o tempo para chegar aos moldes de onde saíram peças incontáveis. Deixar falar os seus textos através de uma sinfonia de vozes, no lugar que foi, sobretudo, palco dos filmes que vivia com paixão. O cinema no jardim em frente a casa, cinema que se vira para fora projectado nas paredes do Museu que foi cenário de tanta vida sua: tudo isto é Vasco Branco. Tudo isto será o mapa cardíaco da existência ética e estética do artista que ao inscrever-se no pacto entre o corpo e o mundo nos diz: “sou todo sentidos”. 100 anos de Vasco Branco é a celebração da Arte sensível do amanhã!

Rosa Alice Branco